Vencendo a ansiedade

A ansiedade está no topo da lista dos grandes males que afligem a sociedade dos nossos dias. Acontecimentos veementes e pavorosos por toda parte, têm levado inúmeras pessoas a se preocuparem demasiadamente com a segurança e o futuro. Mesmo entre os crentes em Jesus, há os que se deixam dominar pela ânsia, agitação e medo, anulando a fé em suas vidas. O Senhor Jesus, em seus ensinos, revelou-nos o caminho para vencermos a ansiedade, demonstrando que o Deus que cuida das aves e dos lírios do campo, é o mesmo que cuida de nós com seu imenso amor. Para tanto, basta tão somente confiarmos nEle e buscarmos seu reino e justiça em primeiro lugar.

 

I - CAUSAS DA ANSIEDADE

A psicologia define a ansiedade como um estado emocional doloroso, marcado por inquietude, medo e acompanhado por certo grau de perturbação do sistema nervoso. Algumas de suas principais causas são:

1. Fé vacilante.

A fé vacilante em Deus é a principal causa da ansiedade (vv.30-34). Uma fé fraca e inconstante pode resultar em uma série de "medos". São sentimentos de grande inquietação ante um perigo real ou imaginário: medo do insucesso, de enfermidades, de rejeição, de perder o emprego, de falência, do futuro, e até da morte (SI 39.6; Ec 4.6; Lc 10.41; 12.29; 21.34).

2. Cuidados excessivos com a vida.

Vejamos os principais:

 a) Cuidados  com a ascensão social
Querendo ou não, em algumas situações, somos forçados a competir o tempo todo. Na vida profissional, por exemplo, muitos disputam promoções, nem sempre de forma leal. O esforço para se manter em constante ascensão social e profissional é uma das principais causas de ansiedade no mundo moderno.
A inquietação ansiosa de Saul,em razão do sucesso de Davi, trouxe ao rei intensas perturbações e sérios problemas de ordem física, mental e espiritual (1 Sm 18.7-16).

b) Cuidados com o acúmulo de bens materiais.

Muitos compram uma casa pequena hoje, desejam outra maior amanhã, depois uma mansão, e mais tarde um castelo (Pv 15.16; 30.1 5). Segundo a Bíblia, "não há fim" para o trabalho dos homens e "nem os seus olhos se fartam de riquezas" (Ec 4.8). Contudo, somos admoestados pelo Senhor a vivermos uma vida piedosa e cheia de contentamento (Lc 3.14; Fp 4.11; 1 Tm 6.6-8).

II - O ESTRESSE COMO CONSEQUÊNCIAS DA ANSIEDADE

1. A ansiedade conduz ao estresse.

Estresse é o resultado de um conjunto de reações orgânicas e psíquicas do organismo humano quando exposto a estímulos como provocação, irritação, medo etc. Esta doença afeta milhares de pes­soas em todo o mundo, inclusive os crentes e seus líderes. Moísés, Elias e Paulo, experimentaram certo nível de estresse em seus ministérios (Êx 18.18; 1 Rs 19.3,4; 2 Co 1.8), mas, pela graça de Deus, em tudo foram vencedores (Rm 8.37).

a) Causadores de estresse.

Entre as causas mais comuns des­tacam-se: excesso de trabalho, mu­danças drásticas na vida (divórcio, perda de emprego, morte de um ente querido), tensões prolongadas decorrentes de problemas familia­res, hábito constante de estar se culpando e achando-se indigno pe­rante o Senhor (SI 73; Pv 24.19-21; Ec 2.22,23).

b) Sintomas do estresse.

Os sin­tomas mais freqüentes são: estafa, fraqueza, dificuldade para raciocinar e memorizar, desânimo, enfermi­dades, perda da libido, depressão, alteração do apetite, desânimo, inclusive para orar e ler a Palavra de Deus. Contra esses males leia:

SI 37.5; 90.17; 91; Mt 11.29,30; Fp 4.6,7,11-13. Além das debilidades físicas, a ansiedade e o estresse alimentam pensamentos negativos, drenam a energia da pessoa, redu­zindo sua produtividade e capaci­dade de tomar decisões sensatas. O crente, entretanto, é admoestado a pensar no que é verdadeiro, a crer e a viver a paz de Deus (lo 14.1,27; Fp 4.7,8).

III - COMO EVITAR A ANSIEDADE

A ansiedade não terá lugar em nossas vidas quando dermos prio­ridade a Deus, especialmente nas seguintes situações:

1. Diante das finanças.

A Bíblia afirma que Deus deve estar em primei­ro lugar também em nossas finanças (Mt 6.19-34). Portanto, devemos evitar a avareza e a busca desesperada pelos recursos deste mundo (1 Tm 6.6-11). As riquezas que acumulamos nesta vida são perecíveis e passageiras, mas as que ajuntamos no céu são perenes (Mt 6.19,20; Lc 12.16-21). Por isso Je­sus nos alertou: "onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Mt 6.21). Os bens materiais e a prosperidade são dádivas divinas (Ec 5.19 cf. 3.13; 1 Tm 6.1 7). O que a Palavra de Deus condena é o materia­lismo avaro que cativa suas vítimas a este mundo, fazendo-as desprezar o Reino de Deus (Mt 13.21,22; 2 Tm 4.10).

2. Diante das necessidades cotidianas.

Segundo Mateus 6.25-32, não precisamos nos pre­ocupar sobre o que iremos comer, beber ou vestir. Tal inquietação é infrutífera (v.27), inadequada para o crente e sinônimo de incredulidade (vv.31 ,32). O Senhor se apraz em suprir todas as nossas necessidades (2 Co 8.9; Ef 1.3; Fp 4.19).

3. Diante do trabalho para o Senhor.

Deus deve estar acima do trabalho que realizamos para Ele mesmo. A Palavra afirma: "Buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça" (v.33), isto é, as realidades celestiais deverão vir à frente das terrenas. Aqui temos uma verdadeira escala de valores: o corpo vale mais do que seu vestuário, a vida vale mais do que a comida que a sustenta (vv.25-32), e acima das coisas terre­nas, está o Senhor, Todo-Poderoso. Entregue a Cristo a direção e o con­trole total de sua vida, e desfrutarás do seu onipotente e eterno cuidado (Rm 8.32; 2 Co 9.8-11).

IV - COMO VENCER A ANSIEDADE

O que fazer quando estamos ansiosos? Em suma, devemos pedir a Deus que nos dê sua paz (jo 16.33; Fp 4.6,7; 1 Pe 5.7) e nos conceda sabedoria para fazermos o que é certo ao resolvermos os problemas que nos afligem (Tg 1.5,6). Ademais disso:

1. Seja fiei a Deus e não co­biçoso.

As riquezas deste mundo, sem a bênção e a sabedoria divina, contaminam nossa vida com a cobi­ça (Mt 6.22,23; Lc 11.34-36; 1 Tm 6.6-11; Hb 13.5), inquietações e incertezas (Ec 5.12; Lc 18.25; 1 Tm 6.17). Todavia, a fidelidade a Deus enriquece o justo em todos os seus caminhos (Pv 10.6; 28.20). Creia que Deus é suficientemente poderoso para fazê-lo prosperar em todas as coisas (Ef 3.20,21; 2 Co 9.8-11).

2. Confie na provisão divina (Mt 6. 30-34).

Deus não apenas co­nhece nossas necessidades primárias (Mt 6.11,25), mas nos socorre nas an­gústias e tribulações (SI 107.28-30; 2 Co 1.3,4). Ele é poderoso "para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Ef 3.20 - ARA). Creia que o Senhor "é galardoador dos que o buscam" (Hb 11.6), e "não é injusto para se esque­cer da vossa obra e do trabalho de caridade que, para com o seu nome, mostrastes, enquanto servistes aos santos e ainda servis" (Hb 6.10). O Senhor jamais se esquece dos seus filhos (ls 49.15; Hb 13.5). Seus olhos e ouvidos não estão cerrados à nossa oração (Is 59.1; 65.24).

Nosso maior anseio deve ser a presença de Deus e a busca de seu Reino (SI 42.1; 130.6). Não se preocupe com as demais coisas! Descanse no Senhor! Coloque um fim a toda ansiedade que procura tirar sua paz e prejudicar sua comunhão com Deus (SI 37.7). Saia imediatamente do labirinto da escuridão e do medo! Liberte-se das correntes que o prendem a esse mal! Permaneça em Cristo pela fé (SI 55.22; 1 Pe 5.7) e aceite o amoroso convite de Jesus (Mt 11.28-30).


 

 

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